MP denuncia casal suspeito de matar adolescente que dançava em distribuidora em Palmas
22/05/2026
(Foto: Reprodução) Casal suspeito de assassinar a tiros uma jovem em distribuidora é denunciado pelo MP
O Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) denunciou à Justiça o casal Jaqueline Santos Cardoso e Thiago Gonçalves Policena pelo assassinato da adolescente Esmeralda Domingos da Silva, de 17 anos. O crime ocorreu na madrugada de 28 de janeiro deste ano, em uma distribuidora de bebidas no setor Jardim Aureny IV, na região sul de Palmas. A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da Capital nesta sexta-feira (22).
Segundo o promotor de Justiça Argemiro Ferreira dos Santos Neto, além do assassinato de Esmeralda, o casal também foi denunciado por tentativa de homicídio contra outras duas pessoas que estavam no local.
A defesa de Thiago Gonçalves Policena afirmou, em nota, que ele não participou nem incentivou o crime investigado. Segundo os advogados, as imagens das câmeras de segurança mostram que ele tentou conter a agressora durante a confusão. A defesa também contestou interpretações sobre supostas expressões faciais atribuídas ao investigado (leia íntegra da nota abaixo).
O g1 tenta localizar a defesa de Jaqueline Santos Cardoso.
Conforme a Polícia Civil, o casal chegou a fugir do estado, mas foi preso em flagrante durante um assalto em Santana do Araguaia (PA), no mês de março. Após a identificação e a formalização das prisões preventivas, os dois foram transferidos para o sistema prisional de Palmas.
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Esmeralda Domingos da Silva morreu após ser baleada em uma distribuidora de Palmas
Arquivo pessoal/Esmeralda Domingos
De acordo com a denúncia, o crime teria sido motivado por uma discussão banal e por ciúmes. Testemunhas e investigações da Polícia Civil apontaram que Jaqueline se irritou ao ver Esmeralda dançando perto de seu namorado, Thiago.
A denúncia detalha que Jaqueline utilizou uma arma fornecida por Thiago para efetuar os disparos. Antes de atingir Esmeralda no pescoço, a acusada teria tentado atirar contra amigos da vítima, mas a arma falhou em duas ocasiões. Após o crime, o casal fugiu do local em um veículo dirigido por Thiago.
O Ministério Público pede que os dois sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O órgão também solicita o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil por danos morais.
Íntegra da defesa de Thiago Gonçalves Policena
A Benevides Advocacia, por intermédio de seus advogados, Dr. Carlos Elias Benevides de Oliveira, Dr. Kahlil Kaio Dias de Menezes e Dr. Sid-Ney Dias de Menezes responsáveis pela defesa técnica de Thiago Gonçalves Policena , vem a público manifestar-se a respeito das recentes notícias veiculadas sobre a denúncia oferecida, de forma estrita, em respeito ao sigilo determinado nos autos:
1. Da Inexistência de Unidade de Desígnios (Divergência de Vontades): A defesa esclarece que Thiago Gonçalves Policena jamais anuiu, incentivou ou contribuiu para o trágico desfecho dos fatos. É incontroverso nos autos que os disparos foram efetuados de forma exclusiva por terceira pessoa.
2. Ato de Oposição Ativa: As imagens das câmeras de segurança locais (que registram a realidade técnica dos fatos) provam de maneira inequívoca que Thiago agiu de forma oposta à acusação, realizando uma tentativa física e clara de conter a agressora para evitar o conflito.
3. Subjetivismo Acusatório: Quaisquer afirmações sobre "expressões faciais" ou suposto "escárnio" decorrem de interpretações puramente subjetivas, sem nenhum amparo técnico ou científico, sobretudo diante do contexto e da qualidade das imagens.
4. Atuação Processual: Todas as medidas judiciais cabíveis já foram devidamente protocoladas pela defesa técnica para assegurar o regular andamento do feito e garantir que a justiça seja rigorosamente feita.
A defesa técnica confia na condução isenta da Justiça e reitera que a inocência do jovem Thiago Gonçalves Policena será plenamente demonstrada ao longo do processo.
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