Operação investiga indícios de fraude no concurso da Polícia Militar do Tocantins
18/03/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil cumpre mandados em operação contra fraude em concursos públicos
A Polícia Civil cumpre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão contra uma suposta organização criminosa investigada por fraudar o concurso da Polícia Militar do Tocantins, realizado em junho de 2025. Segundo apurado pela TV Anhanguera, candidatos teriam pago até R$ 50 mil para que outras pessoas fizessem as provas em seus lugares.
A operação Última Etapa foi realizada na manhã desta quarta-feira (18) em Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás. Foram cumpridos oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas.
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A Polícia Militar do Tocantins informou que os indícios de irregularidade foram identificados pela Comissão Organizadora do Concurso, que compartilhou as informações com a Polícia Civil do Tocantins. A PM também disse que "as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo" (veja a nota completa abaixo).
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que fornecendo as informações necessárias para apuração dos fatos e que as suspeitas das condutas de alguns candidatos não impacta todo o concurso (veja nota completa abaixo).
Conforme a Polícia Civil, as investigações são referentes à primeira fase do concurso da PM, realizada em 15 de junho de 2025. Nessa etapa, segundo investigações, o esquema utilizava "pilotos", pessoas contratadas para realizar as provas no lugar dos candidatos originais.
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Alvos da operação
Segundo a polícia, cinco candidatos são suspeitos de contratar os serviços do grupo criminoso. Outros três homens são apontados como integrantes do suposto esquema. São eles:
Agente socioeducativo no Distrito Federal;
Policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA);
Ex-policial militar da Paraíba, que atualmente se encontra excluído da corporação por envolvimento em outros crimes.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados, por isso o g1 não conseguiu contato com as defesas deles.
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal informou que acompanha a situação com rigor e que o caso já foi encaminhado para a Controladoria Setorial da Sejus. "Caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal" (veja nota completa abaixo).
A Polícia Rodoviária Federal do Pará disse que prestou apoio durante a operação, acompanha as investigações e apoia as instituições que apuram as supostas fraudes em concurso público (veja nota completa abaixo).
Na apuração, a polícia identificou a diferença entre as impressões digitais e assinaturas dos candidatos originais e pessoas contratadas no esquema.
Polícia Civil investiga suposta fraude no concurso da PMTO
Divulgação/PCTO
Concurso da PM
A primeira etapa do concurso foi realizada em junho de 2025. O certame teve mais de 34 mil inscrições. Foram ofertadas 600 vagas para soldados e 60 para aspirantes a oficiais. Os salários dos cargos variam de R$ 2.881,53 a R$ 10.842,13.
O concurso ainda está em andamento. Ainda não houve divulgação da classificação final ou convocações.
Íntegra na da nota da Polícia Militar do Tocantins
A Polícia Militar do Tocantins informa que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades relacionadas à conduta de alguns candidatos inscritos no concurso público da Corporação, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade e a lisura do certame.
A situação foi detectada no âmbito da Comissão Organizadora do Concurso da Polícia Militar, que procedeu à análise preliminar das informações e realizou o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins, possibilitando a adoção das medidas investigativas pertinentes pelos órgãos competentes.
A atuação institucional teve como objetivo garantir a transparência do processo seletivo e preservar a integridade do concurso público, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a legalidade, a ética e a seleção de profissionais qualificados para o serviço público.
A Polícia Militar do Tocantins destaca que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo.
A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais.
O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes.
Íntegra da nota da FGV
A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem atuado em cooperação com a PMTO, fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos.
As suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos.
Íntegra da nota da Sejus do Distrito Federal
A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (SEJUS-DF) informa que acompanha com rigor a situação envolvendo o suposto envolvimento de um agente socioeducativo em uma operação policial deflagrada no estado do Tocantins.
Ressaltamos que o caso já foi encaminhado preventivamente à Controladoria Setorial da SEJUS para a apuração dos fatos. A Secretaria reitera seu compromisso com a ética e a transparência pública, assegurando que, caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal.
Íntegra da nota da PRF do Pará
A Polícia Rodoviária Federal no Pará (SPRF/PA) informa que deu apoio, na última quarta-feira (18), à Operação Última Etapa, da Polícia Civil de Tocantins (PCTO), que investiga supostas fraudes em concurso público da Polícia Militar (PMTO).
No Pará, a participação da PRF ocorreu em apoio ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas (TO). Entre os investigados pela operação está um policial rodoviário federal que trabalha no Pará.
A PRF acompanha as investigações e apoia as instituições que apuram as supostas fraudes em concurso público.
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